quinta-feira, 24 de maio de 2012

Espistemologia II: Bacon, Descartes, Hume e Kant


01. (UFU-2011) O comentário abaixo foi feito por Kant (1724-1804) para justificar o início do novo estágio da filosofia moderna, almejado com a sua obra Crítica da Razão Pura.
"Até agora se supôs que todo nosso conhecimento tinha que se regular pelos objetos; porém, todas as tentativas de mediante conceitos estabelecer algo a priori sobre os mesmos, através do que o nosso conhecimento seria ampliado, fracassaram sob esta pressuposição."
                       (Kant. Crítica da Razão Pura. São Paulo: Nova Cultural, 1987. p.14. Coleção "Os Pensadores")

A partir desta citação, explique em que consiste a Revolução Copernicana realizada por Kant na filosofia.

02. Na sua obra "Crítica da Razão Pura", Kant formulou uma síntese entre sujeito e objeto, mostrando que, ao conhecermos a realidade do mundo, participamos da sua construção mental. Segundo Kant, esta valorização do sujeito (possuidor de categorias apriorísticas) no ato de conhecimento representou, na Filosofia, algo comparável à

A) previsão da órbita do Cometa Halley no sistema solar.
B) revolução de Copérnico na Física.
C) invenção do telescópio por Galileu Galilei.
D) Revolução francesa que derrubou o Ancien Régime.
E) invenção da máquina a vapor.

03. (UFU-1999) David Hume, filósofo do século XVIII, partindo da teoria do conhecimento, sustentava que

I- o sujeito do conhecimento opera associando sensações, percepções e impressões recebidas pelos órgãos dos sentidos e retidas na memória.
II- as idéias nada mais são do que hábitos mentais de associações e impressões semelhantes ou de impressões sucessivas.
III- as idéias de essência ou substância nada mais são que um nome geral dado para indicar um conjunto de imagens e de idéias que nossa consciência tem o hábito de associar por causa das semelhanças entre elas.
Assinale

A) se I, II e III estiverem corretas.
B) se apenas I e II estiverem corretas.
C) se apenas II e III estiverem corretas.
D) se apenas I e III estiverem corretas.
E) se nenhuma estiver correta.

04. Na obra Crítica da Razão Pura, Imannuel Kant, examinando o problema do conhecimento humano, distinguiu duas formas básicas do ato de conhecer. Assinale a alternativa CORRETA.

A) O conhecimento religioso e o conhecimento ateu.
B) O conhecimento mítico e o conhecimento cético.
C) O conhecimento sofístico e o conhecimento ideológico.
D) O conhecimento empírico e o conhecimento puro.
E) O conhecimento fanático e o conhecimento tolerante.

05. Kant, filósofo alemão do séc. XVIII, realiza uma "revolução copernicana", ao afirmar que

 I- o sujeito do conhecimento é a própria razão  universal e não uma subjetividade pessoal e psicológica, pois é sujeito conhecedor.
II- por ser inata e não depender da experiência para existir, a razão, do ponto de vista do conhecimento, é anterior à experiência; sua estrutura é a "priori".
III- a experiência determina o conhecimento para a razão e fornece a forma (universal e necessária) do conhecimento.
Assinale

A) se as afirmações I e II são corretas.
B) se as afirmações I e III são corretas.
C) se apenas a afirmação I é correta.
D) se as afirmações II e III são corretas.

06. (UFU-2000) Sobre a filosofia de Descartes, pode-se afirmar, com certeza, que as suas mais importantes conseqüências foram
I- a afirmação do caráter absoluto e universal da razão que, através de suas próprias forças, pode descobrir todas as verdades possíveis.
II- a adoção do Método Matemático, que permite estabelecer cadeias de razões.
III- a superação do dualismo psico-físico, isto é, a dicotomia entre corpo e consciência.

Assinale a alternativa correta.
A) II e III
B) III
C) I e III
D) I e II

07. Kant (séc. XVIII) distinguiu duas modalidades de conhecimentos: os empíricos e os apriorísticos. Segundo ele, esse dois tipos de conhecimentos se exprimem como juízos sintéticos e juízos analíticos. Assim,
I- juízo analítico é aquele em que o predicado é a explicitação do conteúdo do sujeito.
II- juízo sintético é aquele no qual o predicado não acrescenta novos dados sobre o sujeito.
III- um juízo, para ter valor científico ou filosófico, deve ser universal e necessário e verdadeiro.
IV- juízo sintético, a priori, é o conhecimento universal, necessário e verdadeiro.
Estão corretas as afirmativas.

A) I, II e III
B) I, III e IV
C) I, III, e IV
D) I e II

08. (UFU-2000) Descartes (1596-1650) é importante para a Filosofia Moderna porque foi quem superou o ceticismo da filosofia do século XVI. Embora tenha se servido do recurso dos céticos a dúvida, Descartes utilizou este recurso para atingir a idéia clara e distinta, algo evidente e, portanto, irrefutável. Com base neste argumento,

I- a evidência não diz respeito à clareza e à distinção das coisas;
II- a análise é o procedimento que deve ser realizado para dividir as dificuldades até a sua menor parte;
III- a enumeração é a primeira regra do método para a investigação da verdade;
IV- a síntese proporciona a ordem para os raciocínios, desde o mais simples até o mais complexo.

Estão corretas as afirmações:
A) I, II e III
B) I, III e IV
C) II e IV
D) II e III

09. (UFU-2001) Leia com atenção a citação e, em seguida, analise as assertivas.
"E, tendo notado que nada há no eu penso, logo existo, que me assegure de que digo a verdade, exceto que vejo muito claramente que, para pensar, é preciso existir, julguei poder tomar por regra geral que as coisas que concebemos mui clara e mui distintamente são todas verdadeiras, havendo apenas alguma dificuldade em notar bem quais são as que concebemos distintamente."
                (DESCARTES, Discurso do Método. São Paulo: Abril Cultural, 1973. p. 55. Coleção "Os Pensadores")

I- Este "eu" cartesiano é a alma e, portanto, algo mais difícil de ser conhecido do que o corpo.
II- O "eu penso, logo existo" é a certeza que funda o primeiro princípio da Filosofia de Descartes.
III- O "eu", tal como está no Discurso do Método, é inteiramente distinto da natureza corporal.
IV- Ao concluir com o "logo existo", fica evidente que o "eu penso" depende das coisas materiais.

Assinale a alternativa cujas assertivas estejam corretas.
A) Apenas II e IV.
B) I, II, IV.
C) Apenas III e IV.
D) Apenas II e III.

10. A respeito da filosofia de David Hume (1711-1776), escolha entre as alternativas abaixo a única que oferece, respectivamente, uma característica empirista e uma característica cética do pensamento deste filósofo escocês.

A) Nenhuma idéia complexa pode ser derivada das sensações; a idéia de eu pode ser representada pelo pensamento puro.
B) As idéias simples são inatas e independem dos sentidos; a causalidade é uma conexão necessária e facilmente observável.
C) As idéias se originam da experiência sensível; as impressões não são constantes e invariáveis a ponto de constituir a idéia de eu.
D) A relação causa-efeito é apreendida pelo raciocínio a priori; as impressões são variáveis, por isso não há nada de regular no mundo.

11. (UFU-2001) Para David Hume, a negação da validade universal do princípio de causalidade e da noção de necessidade que tal princípio implica, é fundamentada:

A) na observação dos fenômenos que permite a compreensão e o conhecimento do mecanismo interno das coisas reais. Assim, qualquer ciência pode atingir o conhecimento pleno e definitivo dos fenômenos.
B) na observação dos fatos e no hábito que permitem a afirmação mais geral quando a observação permite a associação de situações semelhantes; o hábito, portanto, vai além da experiência.
C) em toda relação de causa e efeito, porém, é a causalidade que permite a passagem de um objeto para    outro objeto, cada associação permite o conhecimento da natureza íntima das coisas, ou seja, da sua    realidade interior.
D) no conhecimento que só é possível pela refutação de todas as crenças; isto significa purificar o    entendimento dos hábitos que o condicionam, permitindo o fluir das idéias inatas e independentes da experiência.

12. (UFU-2001) A respeito da distinção entre o conhecimento puro e o conhecimento empírico, tal como são apresentados na Crítica da Razão Pura de I. Kant analise as assertivas abaixo:

I) O conhecimento empírico resulta da experiência sensível e é expresso pelas impressões, portanto,   trata-se de um conhecimento a priori.
II) O conhecimento a priori é um conhecimento puro e independente de todas as impressões dos sentidos, portanto, livres dos elementos empíricos.
III) O conhecimento puro, a priori, é um juízo pensado com universalidade rigorosa, de modo que tal juízo não aceita nenhuma exceção.
IV) O conhecimento empírico, a posteriori, é um juízo analítico, pois ele só é possível por intermédio de um conhecimento analítico dos conceitos.

Assinale a alternativa que contém as assertivas verdadeiras:
A) II e III
B) I, II e IV
C) I, III e IV
D) III e IV

13. O criticismo de Kant representa a reação do pensamento do Século das Luzes à polarização decorrente do racionalismo e do empirismo do século anterior. Logo, na introdução da sua obra Crítica da razão pura, Kant defende a realização da revolução copernicana na filosofia. Sobre esta revolução, analise as assertivas abaixo.
                                                                                                                                  
I - A filosofia, até então, sempre se guiou pelos instintos, deixando sempre no plano inferior o objeto do conhecimento.
II - Nas atividades filosóficas é preciso que o objeto seja regulado pelo conhecimento humano, o conhecimento a priori.
III - O conhecimento a priori resulta da faculdade de intuição, cuja comprovação é alcançada com a experiência.
IV- Só é verdadeiro o conhecimento resultante da experiência, quando esta toma o objeto como a coisa em si mesma, sem o auxílio da razão.

Assinale a alternativa que contém as assertivas verdadeiras.
A) Apenas II e IV.
B) Apenas I, II e IV.
C) Apenas II e III.
D) Apenas I, III e IV.
                                                
14. Hume escreveu: "Quando pensamos numa montanha de ouro, apenas unimos duas idéias compatíveis, ouro e montanha, que outrora conhecêramos. Podemos conceber um cavalo virtuoso, pois o sentimento que temos de nós mesmos nos permite conceber a virtude e podemos uni-la à figura e forma de um cavalo, que é um animal bem conhecido".
(HUME. "Investigações acerca do entendimento humano" -- Seção II. In: Da origem das idéias. Coleção "Os Pensadores". São Paulo: Abril
Cultural, 1989. (Grifos do autor).

Observando os exemplos empregados pelo filósofo escocês, analise as assertivas abaixo.
I - Todas as idéias utilizadas pela razão originam-se, diretamente, do pensamento puro, sem nenhuma relação com as sensações.
II - A vinculação de uma coisa -- o ouro, com outra -- a montanha, não depende da vontade de querer associá-las.
III - Tudo aquilo que está no pensamento deriva das sensações externas e internas: o cavalo e a virtude do exemplo acima.
IV- Toda composição das coisas, conhecidas em separado, depende do espírito e da vontade que as empregam.

Assinale a alternativa que contém as assertivas verdadeiras.
A) Apenas II e III.
B) Apenas I, III e IV.
C) Apenas I e II.
D) Apenas III e IV.

15. (UFU-2002) David Hume escreveu que "podemos, por conseguinte, dividir todas as percepções do espírito em duas classes ou espécies, que se distinguem por seus diferentes graus de força e vivacidade".
                           (HUME, D. Investigação acerca do entendimento humano. São Paulo: Nova Cultural, 1989, p. 69.)

Assinale a ÚNICA alternativa, que apresenta estas duas classes de percepções:
A) os pensamentos e as impressões.
B) as idéias inatas e os dogmas religiosos.
C) as certezas evidentes e os hábitos sociais.
D) as superstições e as intuições intelectuais.

16. De acordo com David Hume,
"... embora nosso pensamento pareça possuir esta liberdade ilimitada, verificamos, através de um exame mais minucioso, que ele está realmente confinado dentro de limites muito reduzidos e que todo poder criador do espírito não ultrapassa a faculdade de combinar, de transpor, aumentar ou diminuir os materiais que nos foram fornecidos pelos sentidos e pela experiência."
                                                  (HUME, David. Investigação acerca do entendimento humano.
                                                  São Paulo: Nova Cultural, 1989. Coleção "Os Pensadores". p. 70.)

Com base na citação acima é correto afirmar:

I- as idéias inatas funcionam como fonte de todos os conhecimentos e são, também, o princípio regulador dos conhecimentos humanos, pois nada pode ser concebido sem a vitalidade dessas idéias, que são anteriores a toda experiência.
II-­ o pensamento constrói uma realidade independente da percepção sensível, pois os sentidos contaminam a       inteligência humana com o erro. Para operar com retidão, portanto, o pensamento deve compor, no seu        interior, as idéias adventícias com as quais, em seguida, manifestar-se-á sobre a veracidade ou a falsidade das coisas.
III- ­ a base de todo conhecimento é a experiência, pois é ela que permite a formação das impressões, que       estando ligadas às coisas, permitem que a inteligência tenha acesso aos objetos do conhecimento.
IV- o conhecimento humano é formado pelas impressões, que são percepções muito vivas e que se diferenciam das idéias, que são percepções menos vivas. Disto se conclui, segundo Hume, que o pensamento por si só é inferior à sensação.

Assinale a alternativa que contém as assertivas verdadeiras.

A) III e IV
B) I e IV
C) II e III
D) I e II

17. (UFU-MG 2003) A respeito dos juízos analíticos e dos juízos sintéticos em Kant, é correto afirmar que:

A) Juízos analíticos ou de experiência são aqueles em que a relação entre o sujeito e seu predicado é pensada sem identidade; juízos sintéticos ou afirmativos são aqueles em que há identidade entre o sujeito e seu predicado.
B) Juízos analíticos ou afirmativos, são aqueles que resultam da identidade do sujeito com seu predicado; os juízos sintéticos ou de experiência são aqueles que são pensados sem a identidade entre o sujeito e seu predicado.
C) Juízo analítico é fundado sobre a experiência, porque o fundamento é sempre o testemunho da experiência; os juízos sintéticos, que são princípios de identidade, não acrescentam ao sujeito nenhum predicado novo.
D) Juízos analíticos, resultantes da identidade do sujeito com o seu predicado, podem ser denominados de juízos de ampliação; os juízos sintéticos, nos quais não há identidade, podem ser denominados de juízos de elucidação.

18. (UFU-2004) Até agora se supôs que todo nosso conhecimento tinha que se regular pelos objetos; porém, todas as tentativas de mediante conceitos estabelecer algo a priori sobre os mesmos, através do que nosso conhecimento seria ampliado, fracassaram sob esta pressuposição. Por isso, tente-se ver uma vez se não progredimos melhor nas tarefas da Metafísica admitindo que os objetos têm que se regular pelo nosso conhecimento, o que assim já concorda melhor com a requerida possibilidade de um conhecimento a priori dos mesmos que deve estabelecer algo sobre os objetos antes de nos serem dados. O mesmo aconteceu com os pensamentos de Copérnico que, depois das coisas não quererem andar muito bem com a explicação dos movimentos celestes admitindo-se que todo exército de astros girava em torno do espectador, tentou ver se não seria mais bem-sucedido se deixasse o espectador mover-se e, em contrapartida, os astros em repouso.
                                         KANT, I. Crítica da razão pura. Prefácio à segunda edição. Trad. de Valério Rohden e Udo Baldur Moosburger. São Paulo: Nova
                                         Cultural, 1987, p. 14. (Os Pensadores)

Considerando a leitura do trecho acima, podemos dizer que a revolução copernicana de Kant é

A) uma revolução filosófica e científica segundo a qual o espectador não pode permanecer fixo em sua posição, aprendendo apenas os fenômenos, mas deve considerar que ele mesmo encontra-se em movimento para poder perceber as coisas em si mesmas.
B) uma revolução astronômica que pretendeu mudar o curso da Filosofia Moderna, propondo uma reavaliação da física newtoniana.
C) uma revolução filosófica que estabeleceu que o conhecimento da coisa em si só pode ser atingido caso haja um cuidadoso estudo dos fenômenos.
D) uma revolução filosófica que afirmou a distinção entre fenômeno e coisa em si, qualificando esta última como incognoscível.

19. (UFU-2004) Leia o texto abaixo.

Podemos, por conseguinte, dividir todas as percepções do espírito em duas classes ou espécies, que se distinguem por seus diferentes graus de força e vivacidade. As menos fortes e menos vivas são geralmente denominadas pensamentos ou idéias. A outra espécie (...) pelo termo impressão, [pelo qual] entendo, pois, todas as percepções mais vivas, quando ouvimos, vemos, sentimos, amamos, odiamos, desejamos ou queremos. E as impressões diferenciam-se das idéias, que são as percepções menos vivas, das quais temos consciência, quando refletimos sobre quaisquer das sensações ou dos movimentos acima mencionados.
                                           HUME, D. Investigação acerca do entendimento humano. Trad. de João Paulo Gomes Monteiro. São Paulo: Nova Cultural, p. 69-70. (Os Pensadores)

Para Hume, podemos afirmar que o conhecimento deve ser entendido como
A) possível unicamente quando as impressões são reduzidas às idéias simples das quais se originam.
B) descrição da realidade pautada pela idéia de substância e pela impressão de causalidade.
C) uma associação de idéias, que são, em última instância, formadas por impressões.
D) resultado da associação de idéias, que se originam exclusivamente do intelecto.

20. (UFU-2005) Podemos afirmar que são preceitos do método cartesiano:
A) a afirmação exclusiva da verdade do Cogito, a reunião de diferentes dificuldades em um só todo e a ordenação que prescreve o trânsito das impressões sensíveis às idéias.
B) a aceitação do verossímil como verdadeiro, a divisão das dificuldades e a ordenação que prescreve o trânsito do simples ao complexo.
C) a aceitação exclusiva do evidente como verdadeiro, a divisão das dificuldades e a ordenação que prescreve o trânsito do complexo ao simples.
D) a aceitação exclusiva do indubitável como verdadeiro, a divisão das dificuldades e a ordenação que prescreve o trânsito do simples ao complexo.

21. (UFU-2005) Em relação ao conceito de fenômeno, conforme foi apresentado por I. Kant, assinale a alternativa INCORRETA.

A) Este conceito refere-se ao que não pode ser dado numa experiência, e, nesse sentido, designa também o que pode ser conhecido como coisa em si.
B) Este conceito designa todos os objetos que podem ser intuídos no espaço e no tempo.
C) Este conceito refere-se a todos os objetos acerca dos quais pode ser produzido conhecimento objetivo e verdadeiro pelas ciências empíricas.
D) Este é um conceito fundante da crítica kantiana, pois permite separar os objetos da experiência dos que não podem estar contidos em qualquer experiência possível.

22. (UFU-2006) David Hume, filósofo empirista do séc. XVIII opera com o postulado radical de que todos os materiais da mente humana são advindos da experiência. Das quatro alternativas abaixo, três formulam fundamentos básicos da filosofia de David Hume e são decorrentes deste postulado. Uma contém um evidente equívoco. Assinale, portanto, a alternativa INCORRETA, que está em contradição com o postulado acima enunciado.

A) O tato, o olfato, o paladar e a audição não produzem idéias, pois não podem produzir cópias de nada que esteja contido numa experiência.
B) Os órgãos dos sentidos, desde que aptos para suas funções, sempre produzem idéias referentes a certos aspectos da experiência.
C) Todas as percepções da mente humana são impressões ou idéias, e estas percepções são, forçosamente, produtos da experiência.
D) Toda idéia é cópia de uma impressão, e toda impressão precede uma idéia.

23. (UFU-2007) "Mas, logo em seguida, adverti que, enquanto eu queria assim pensar que tudo era falso, cumpria necessariamente que eu, que pensava, fosse alguma coisa. E, notando que esta verdade: eu penso, logo existo, era tão firme e tão certa que todas as mais extravagantes suposições dos céticos não seriam capazes de a abalar, julguei que podia aceitá-la, sem escrúpulo, como o primeiro princípio da Filosofia que procurava."
DESCARTES. R. Discurso do método. Coleção Os Pensadores. São Paulo: Nova Cultural, 1987, p. 46.

Considerando a citação acima, é correto afirmar que
A) na tentativa de pôr tudo em dúvida, Descartes não consegue duvidar da existência do cogito (eu penso).
B) pautando-se pelo exemplo dos céticos, Descartes não pretende encontrar nenhum conhecimento, pois quer apenas pensar que tudo é falso.
C) o pensamento de Descartes se restringe à constatação de que toda informação sensível e corpórea é falsa.
D) na busca do primeiro princípio da Filosofia, Descartes põe o próprio cogito (eu penso) em dúvida.

24. (UEL-2008) É amplamente conhecido, na história da filosofia, como Descartes coloca em dúvida todo o conhecimento, até encontrar um fundamento inabalável; uma espécie de princípio de reconstituição do conhecimento. Neste processo, Descartes elege uma regra metodológica que orientará na busca de novas verdades. A regra geral que orientará Descartes na busca de novas verdade é

a)      a possibilidade do mundo esterno
b)      a possibilidade de unirmos corpo e alma
c)      a clareza e distinção
d)      a certeza dos juízos matemáticos
e)      a ideia de que o corpo e a alma são entidades distintas

25. (UEL-2005) “[...] Aristóteles estabelecia antes as conclusões, não consultava devidamente a experiência para estabelecimento de suas resoluções e axiomas. E tendo, ao seu arbítrio, assim decidido, submetia a experiência como a uma escrava para conformá-la às suas opiniões”.
Com base no texto, assinale a alternativa que apresenta a interpretação que Bacon fazia da filosofia aristotélica.

a)      A filosofia aristotélica estabeleceu a experiência como o fundamento da ciência.
b)      Aristóteles consultava a experiência para estabelecer os resultados e axiomas da ciência.
c)      Aristóteles afirmava que o conhecimento teórico deveria submeter-se, como um escravo, ao conhecimento da experiência.
d)      Aristóteles desenvolveu uma concepção de filosofia que tem como conseqüência a desvalorização da experiência.
e)      Aristóteles valorizava a experiência, por considerá-la um caminho seguro para superar a opinião e atingir o conhecimento verdadeiro.

26. (UEL-2005 específica) Em sua obra Nova Atlântida, Francis Bacon descreve uma instituição imaginária chamada Casa de Salomão, cuja finalidade “[...] é o conhecimento das causas e dos segredos dos movimento das coisase a ampliação dos limites do império humano para a realização de todas as coisas que forem possíveis”.
Sobre a concepção de ciência de Francis Bacon, é correto afirmar:

a)      a ciência justifica-se por si própria e esta desvinculada da necessidade de proporcionar conhecimento sobre a natureza.
b)      O objetivo da ciência é fornecer a quem a controla um instrumento de domínio social sobre os outros homens.
c)      Para a ciência, o enfrentamento das questões econômicas e sociais tem maior relevância do que o conhecimento da natureza, porque proporciona uma vida boa para os indivíduos.
d)      A origem da ciência está dada em pressupostos a priori, sendo desnecessário o recurso ao saber prático e empírico.
e)      A ciência visa o conhecimento da natureza com a intenção de controle e domínio sobre ela para que o homem possa ter uma vida melhor.

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    * em breve texto sobre a revolução copernicana de Kant.

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